A história da arte (tal como a evolução da ciência) testemunha as emoções, as razões, as crises e as construções que marcaram épocas e periodos pelos quais passou a humanidade. “A arte é documento, é denúncia, é enaltecimento é, também e sem dúvida, uma forma “subversiva” de expressão” (Lyra). Um dos exemplo disto é para mim o artista plástico Pieter Cornelis Mondrian, o qual tenho o enorme prazer de poder estudar e explorar nas aulas.
Artista holandês, é um dos mais importantes pintores puramente abstractos, nasceu em 7 de Março de 1872, foi um dos mestres da arte abstracta do princípio revolucionário de século XX, um mestre das linhas e espaços para redescobrir, habitados unicamente pela cor pura.
No meu ver, a maioria das obras de Mondrian baseia-se nos elementos básicos da comunicação visual (o ponto, a linha, o contorno, a direcção, a tonalidade, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento), mais especificamente, a utilização das linhas verticais e horizontais, ângulo recto e as cores primárias com um pouco de outras cores puras, por exemplo, preta e branca.
A minha preferência recai nas pinturas de Mondrian, devido à aparência simples das suas obras, embora muitos o criticaram por causa disso. Através de composições de linhas e cores primárias, Mondrian conseguiu transformar uma simples linha ou ponto, que só pode ser de um artista como ele. Acreditava que a combinação entre um ou dois elementos básicos da Comunicação visual poderia resultar numa obra de arte, e é verdade, as suas obras deram-lhe razão e agradecemos pelas fantásticas telas que nos deixou.
“Em toda a história de nossa cultura, a arte tem demonstrado que a beleza universal não surge do carácter particular da forma, mas sim do ritmo dinâmico das suas relações inerentes ou como na composição das relações mútuas das formas. A arte mostrou que a beleza é uma questão de determinação das relações. Revelou que as formas só existem para a criação de relações; que as formas criam relações, e vice- versa. Nesta dualidade de formas e suas relações, nenhuma delas tem precedência.
O único problema na arte é chegar a um equilíbrio entre subjectivo e objectivo. Mas é da maior importância que este problema seja resolvido na esfera da arte plástica tecnicamente, por assim dizer, e não na esfera do pensamento. A obra de arte deve ser “produzida”, “construída”. Devemos criar uma representação tão objectiva quanto possível das formas e relações. Esse trabalho jamais pode ser vazio, porque a oposição de seus elementos construtivos e a sua execução desperta emoção."
- Piet Mondrian –