March 27, 2009

Composição com traços cinzentos (1918)

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Esta apenas preenchido com traços negros simples, o pintor formou com elementos lineares cubistas uma rede regular quadrada, que já tinha reunido diversas vezes numa rede sobre fundo branco. De qualquer lado que observamos esta tela, ela parmanece sempre igual. A composição com traços cinzentos parece em suspensão livre na sua globalidade, mas ela tornou-se estática, formalmente clássica e monumental.

Composição Vermelho, Amarelo, Azul e Preto (1921)

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Nesta tela, um grande quadrado vermelho ocupa o centro superior esquerdo; à direita e à esquerda a cor amarela está espalhado sobre as áreas de reticulos abertos até à margem da tela. Os traços negros do reticulo não foram desenhados até à margem e parece que dá impressão de que a rede linear é uma continuação racional flutuando sobre uma extensão infinita de cores vivas.

Composição 2 de 1922

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Manifestamente no centro do quadro apresenta-se apenas uma superfície branca e não tem mais do que alguns traços, e ainda uma superfície que se sobrepõem a um fundo branco também bem visível na margem inferior. Podemos assim afirmar que o caracter abstracto do todo nunca foi tão perceptivel na obra de Mondrian.

Artigo de análise - A arte e Mondrian

A história da arte (tal como a evolução da ciência) testemunha as emoções, as razões, as crises e as construções que marcaram épocas e periodos pelos quais passou a humanidade. “A arte é documento, é denúncia, é enaltecimento é, também e sem dúvida, uma forma “subversiva” de expressão” (Lyra). Um dos exemplo disto é para mim o artista plástico Pieter Cornelis Mondrian, o qual tenho o enorme prazer de poder estudar e explorar nas aulas.

Artista holandês, é um dos mais importantes pintores puramente abstractos, nasceu em 7 de Março de 1872, foi um dos mestres da arte abstracta do princípio revolucionário de século XX, um mestre das linhas e espaços para redescobrir, habitados unicamente pela cor pura.

No meu ver, a maioria das obras de Mondrian baseia-se nos elementos básicos da comunicação visual (o ponto, a linha, o contorno, a direcção, a tonalidade, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento), mais especificamente, a utilização das linhas verticais e horizontais, ângulo recto e as cores primárias com um pouco de outras cores puras, por exemplo, preta e branca.

A minha preferência recai nas pinturas de Mondrian, devido à aparência simples das suas obras, embora muitos o criticaram por causa disso. Através de composições de linhas e cores primárias, Mondrian conseguiu transformar uma simples linha ou ponto, que só pode ser de um artista como ele. Acreditava que a combinação entre um ou dois elementos básicos da Comunicação visual poderia resultar numa obra de arte, e é verdade, as suas obras deram-lhe razão e agradecemos pelas fantásticas telas que nos deixou.

“Em toda a história de nossa cultura, a arte tem demonstrado que a beleza universal não surge do carácter particular da forma, mas sim do ritmo dinâmico das suas relações inerentes ou como na composição das relações mútuas das formas. A arte mostrou que a beleza é uma questão de determinação das relações. Revelou que as formas só existem para a criação de relações; que as formas criam relações, e vice- versa. Nesta dualidade de formas e suas relações, nenhuma delas tem precedência.

O único problema na arte é chegar a um equilíbrio entre subjectivo e objectivo. Mas é da maior importância que este problema seja resolvido na esfera da arte plástica tecnicamente, por assim dizer, e não na esfera do pensamento. A obra de arte deve ser “produzida”, “construída”. Devemos criar uma representação tão objectiva quanto possível das formas e relações. Esse trabalho jamais pode ser vazio, porque a oposição de seus elementos construtivos e a sua execução desperta emoção."

- Piet Mondrian –

March 6, 2009

Nquintão